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Escolas alemãs banem Microsoft, Google Docs e Apple iWork por manipulação de dados

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Comissão local do estado de Hesse, na Alemanha, orienta escolas a restringir o uso de aplicativos como Office 360 e Google Docs. A decisão tem a ver com a manipulação dos dados fornecidos pelos alunos menores de idade ao usar aplicativos em trabalhos escolares.

Segundo a Comissão local para a Proteção de Dados e Liberdade da Informação (HBDI), dados inseridos nos aplicativos da Microsoft estavam sujeitos a acesso pelos fabricantes dos produtos, resultando em manipulação de dados. Isso acontece porque empresas como Apple e Microsoft, em seus termos de uso, autorizam que usuários forneçam dados por meio de suas plataformas. Autoridades americanas, inclusive, também poderiam solicitar acesso a esses dados.

Graças à GDPR, leis europeias obrigam que fabricantes acessem os dados apenas após consentimento dos usuários. Entretanto, para menores de 16 anos (que é o caso dos alunos das escolas), esse consentimento precisa partir dos pais ou responsáveis. Devido à burocracia demandada pelo procedimento, a decisão de banir o uso desses produtos foi a solução encontrada para garantir a privacidade dos usuários e a segurança de dados.

manipulação de dados

O posicionamento da Microsoft, entretanto, foi ressaltar que os administradores da rede podem configurar o nível de compartilhamento de dados feito pelos aplicativos, e inclusive restringir o acesso da Microsoft ao que é criado usando os programas do Office 360.

O posicionamento rígido quanto à privacidade e segurança de dados vem se tornando o padrão tanto na Alemanha quanto nos demais países da União Europeia. Recentemente, o governo francês lançou um app chamado Tchap, cujo objetivo é ser uma alternativa ao uso do Whatsapp. O motivo é o mesmo: garantir que dados pessoais não caiam nas mãos de autoridades americanas.

No Brasil, medida equivalente entra em vigor a partir de 2020. Escolas terão que prestar mais atenção aos dados fornecidos pelos alunos e eventualmente também restringir acesso a aplicativos.

Fontes: The Next Web, MeioBit

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